VALOR DA ENTRADA:
Terça à sexta:
R$ 10,00 (dez reais) por pessoa
Sábados, domingos e feriados:
R$ 15,00 (quinze reais) por pessoa
OBS: CRIANÇAS ATÉ 10 ANOS NÃO PAGAM ENTRADA
HORÁRIO DE
FUNCIONAMENTO:
ALTA TEMPORADA
(férias escolares)
Terça a sexta-feira:
De 09:00 às 17:00 horas
Sábados, domingos e feriados:
De 09:00 às 18:00 horas
BAIXA TEMPORADA
Sábados, domingos e feriados:
De 09:00 às 18:00 horas
OBS: Não é permitido a entrada de veículos após às 16:00 horas.
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| :: A lenda :: |
“Até as pedras que podem corar os olhos impudicos, devassando o seu segredo de amor, declinaram amuados de encontro marcado pelo relógio do universo”
(Omir Leal Bezerra).
O amor entre o morro de Cariacica (Mochuara) e o morro da Serra (Mestre Álvaro) conseguiu, através das estrelas, um meio secreto de comunicação para perpetuar um romance interrompido. Conta-se que nas noites de natal, iluminadas por milhões de estrelas, corre no céu uma bola com radiações diamânticas do Mochuara para o Mestre Álvaro. Para quem duvidar, resta observar o céu nas noites de natal para confirmar a lenda que cerca a história do Mochuara. |
| :: O pássaro de fogo :: |
Em tempos bem antigos, na época em que a mitologia se confundia com a história, conta-se que dois jovens de tribos rivais se conheceram e antes que soubessem de suas origens e da rivalidade que existia em suas tribos, nasceu entre eles um amor tão forte e belo como o Sol.
Ela, uma lindíssima princesa indígena, filha do poderoso cacique que ocupava uma imensa terra, onde hoje encontramos o atual município de Cariacica. Ele, um forte guerreiro de uma tribo que ocupava as terras hoje conhecida como município da Serra. |
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Quando esse amor chegou ao conhecimento das tribos, aumentou a rivalidade e a fúria dos caciques contra esse amor, que era incontrolável. O cacique indígena, pai da princesa, jamais aceitaria o enlace da sua querida filha, com o inimigo de seu povo, mesmo sabendo quanto era valioso o dote do noivo e da sinceridade da jura de seu amor. Em conseqüência criou-se uma barreira intransponível entre as terras das duas tribos e os jovens não podiam de maneira alguma chegar próximo dessa divisa.
Mas o amor, quando sincero e forte, é algo que ultrapassa qualquer barreira e sempre encontra um aliado. Foi o que aconteceu. Os apaixonados conseguiram a ajuda de uma ave misteriosa, que em horas determinadas, levava o casal a pequenos montes em pontos de fronteira de suas tribos, onde ambos se viam. Então a índia cantava juras de amor ao seu escolhido e ele retribuía da mesma maneira com cantigas que tocavam seus corações.
Continuaram assim, nesse amor poético e passando o tempo, combinaram uma fuga. Quando chegou ao conhecimento do cacique indígena a fuga romântica de sua filha foi o bastante para reunirem todos os sábios conselheiros da tribo e um feiticeiro, que transformou os apaixonados em pedra nos referidos locais onde se avistavam. Estes se elevaram e constituíram dois belos e lendários montes, muito importantes no litoral capixaba, que conhecemos como: MOCHUARA, a princesa, em Cariacica, e o MESTRE ÁLVARO, o príncipe, na Serra. Porém, uma fada compadecida de um destino tão cruel, concedeu uma trégua aos enamorados, na rigidez de suas posições.
Uma vez ao ano, na passagem de São João, os jovens recuperam de forma invisível, sua forma humana e primitiva, ocasião em que fazem juras de fidelidade e presenteiam-se com ricas jóias e outros mimos, sempre com a ajuda da ave amiga, que transformada em bola de fogo é a mensageira entre os apaixonados. Levando de um para o outro as juras de amor e os presentes, que atestam a sinceridade infinita.
Assim, fica na história, segundo os entendidos, que na noite de São João, uma bola de fogo, passa no céu, e vai do MOXUARA, em Cariacica, ao MESTRE ÁLVARO, na Serra e vice versa. E continuam a VIAGEM DO FOGO, descrevendo no espaço, a ETERNIDADE DO AMOR.
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| :: Histórico da região :: |
Localizado em Cariacica, segundo município mais populoso do estado do Espírito Santo e com maiores desafios social, guarda em meio ao seu dia-a-dia agitado, preciosidades pouco exploradas e conhecidas pelos capixabas. Florestas nativas, quedas d’águas, lagos e fazendas recheadas de histórias fazem parte desse caminho desconhecido e, ao mesmo tempo, próximo de Vitória. Um roteiro ritmado pela cadência dos tambores de Congo.
A primeira pérola a ser desvendada é o monte Mochuara. Um dos montes mais imponentes da região metropolitana, ao lado do Mestre Álvaro na Serra, e do morro do Convento da Penha em Vila Velha. O granito tem 724 metros de altitude e possui em seus limites uma biodiversidade valiosa. Morada de espécies ameaçadas, como o araçá do mato, pau d’alho, cobi da serra, cobi da pedra, jeriquitim e jeriquitibá, sua fauna é composta pôr beija-flores, pica-paus, lagartos e outros bichos. |
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No passado, o Mochuara abrigou Índios que perderam batalhas para os colonizadores brancos no litoral. Mais tarde foi a vez dos negros escravos das fazendas e engenhos de cana-de-açúcar, buscarem proteção em sua imponência. Sem poder participar da festa que ouviram do Morro da Penha em Vila Velha para festejar Nossa Senhora, as cariaciquenses de outras décadas se mobilizaram para procissões que com o tempo, ganharam vida própria, animadas por bandas de congo especialmente da região do Mochuara.
A grandiosidade do Monte, que o destaca dos demais, serviu de referência para os viajantes e aventureiros do primeiro século no Brasil colônia, que percorriam os sertões do Espírito Santo em busca de novas terras e de riquezas minerais. Existem duas versões para o nome do rochedo: Na linguagem indígena, Mochuara quer dizer pedra irmã. Já nos relatos históricos a denominação deve-se aos corsários franceses que aportaram na baía de Vitória no século XVI. Como a neblina que encobria o monte lembrava um imenso pano branco para os homens do mar. Daí a expressão mouchuir. A palavra que significa em francês lenço, se pronuncia “muchuá”. Do monte descia o rio Carijacica, na língua tupi, chegada do homem branco que mais tarde deu o nome ao município, quando foi suprimida a letra J. As nascentes localizadas no Moxuara deságuam nos rios Formate e Bubu.
Assim, Cariacica recebeu os primeiros traços da civilização pela influência dos Jesuítas que aqui estabeleceram engenhos e fazendas em diversas regiões. Entre elas destacamos: Itapoca, Roças velhas, Caçaroca, Maricará e Ibiapaba. Em Roças Velhas, perto da sede do município, existem grandes fazendas. Entre elas, se destaca a Estância Vale do Moxuara.
A “Estância Vale do Moxuara” pertence a família Rodrigues de Freitas há mais de duzentos anos. Atual proprietário, o Sr. Wilson Freitas Filho faz parte da quarta geração da família que no início era a grande propriedade “Roças Velhas”. Atualmente, são várias fazendas como a “Estância Vale do Moxuara”, que abrigam parte da montanha denominada Mochuara, importante monumento natural e cultural do município de Cariacica.
Em função da topografia e tamanho da estância, o atual proprietário, que é agrônomo, optou pela criação de peixes, cabras e carneiros, chegando a ser um dos maiores produtores de leite de cabra do estado. À medida que uma área era explorada, iniciava-se o reflorestamento de plantas nativas e frutíferas no local. Desta forma, iniciou-se um trabalho educativo, recebendo estudantes de escolas agrícolas e também fazendeiros interessados na criação de cabras. Os visitantes ficavam entusiasmados com o aproveitamento da área e com a produtividade.
Com a produção do leite de cabra estimulou-se, junto aos pais e professores, curiosidades que proporcionaram as crianças conhecer de perto o que aprendiam na escola. A Sra. Margarete, esposa do Sr. Wilson, aproveitando sua formação de Educadora e seu carinho pelo local, começou a receber, inicialmente a escola de seus filhos e alguns amigos e aos poucos outras escolas.
E assim, sentindo a necessidade de estender esse trabalho as escolas da região metropolitana criamos o Projeto “Um dia no Campo” e logo depois o “Vale do Moxuara Turismo Rural”. Atualmente, a área conta com vários equipamentos de lazer, sala de artes, criação de: cabras, carneiros, javalis, galinhas, mini-zoo, minhocário, horta de plantas medicinais, salão para eventos, alojamentos e restaurante, oferecendo uma ótima estrutura para o desenvolvimento de atividades educativas e para o lazer.
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“O Vale do Moxuara é hoje modelo de Preservação e aproveitamento sem nenhum tipo de agressão ou devastação do ambiente. Tiramos da Terra o que ela nos oferece e devolvemos o que ela precisa, cuidamos de seus rios, lagos, matas e animais. Reflorestamos, preservamos, trabalhamos e amamos muito. E para demonstrar esse amor pela natureza dividimos com as pessoas que gostam da vida no campo, esse presente que Deus nos deu que é o Vale do Moxuara”.
Margarete Lopes Faria de Freitas |
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