A Criação de Javali

A origem do javali, cuja denominação científica é “Sus S. Scrofa”, remonta a vários milênios. Ele é o ancestral do nosso porco doméstico, que resultou de infindáveis cruzamentos, acabando por se transformar num animal completamente diferente daquele que o originou. Por causa desse distante parentesco, muitos acham que o javali é o porco da natureza, mas ocorre justamente o contrário. É um dos animais que mais cuidam de sua higiene, apreciando muito os banhos de água e do lodo encontrado nas margens dos rios, dos quais se utiliza para manter sua pele sempre limpa e livre de parasitas. Com o processo de desenvolvimento das cidades e expansão da civilização, houve uma grande redução das florestas, habitat natural do javali. Isto somado a intensificação de sua caça nos tempos mais recentes, acabou por reduzir o número de animais na vida selvagem.

Apesar disso, sua extrema rusticidade e enorme capacidade de adaptação a diferentes alimentos e ambientes, permitiram que, nos dias de hoje, ainda se encontrem manadas, diversas fazendas especializadas em oferecer animais á caça possuem criações de javalis para essa finalidade.

Como atividade econômica, atualmente, o javali continua despertando um interesse muito grande, não somente por se constituir, como dissemos, num cobiçado e valiosíssimo troféu de caça, mas sobre tudo pelo delicado sabor da sua carne e suas excepcionais qualidades.

Quando comparada com a carne bovina, por exemplo, a carne de javali apresenta 85% menos calorias, 31% mais proteínas, 15% mais minerais, 5 vezes menos gorduras e um índice de colesterol próximo de zero. Com todas estas qualidades, era de se esperar que o javali fosse muito mais explorado comercialmente. No entanto, só recentemente os nutricionistas tiveram sua atenção despertada para esta carne. A enorme dificuldade de se obter animais puros, sejam capturados vivos do seu ambiente naturais ou oriundos de criatórios comerciais, sua baixa prolificidade e maior lentidão no processo de ganho de peso, quando comparados a outras espécies, sempre tornou sua exploração pouco atraente, sob o ponto de vista econômico. Tem-se notícia de que, além do Brasil, somente em Portugal e na França existem criatórios comerciais, embora estejam ainda sendo desenvolvidos de forma incipiente e sem uma tecnologia adequada.

Responsáveis pela criação.

· Wilson Freitas
Engenheiro Agrônomo
CREAES: 2791 – 55 27 99818805

· Marcelo Freitas
Médico veterinário
CRMVES: 01110 – 55 27 81353983


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